Diario de Portugal

Registos periodicos, de pequenos textos e imagens (quando possível) de situações e acontecimentos diários vividos por mim e que na minha opinião caracterizam o nosso Portugal. Resumindo: experiências quotidianas com alguns comentários pessoais.

quarta-feira, março 01, 2006

Portugal que futuro ?

"O futuro só a Deus pertence...", português anónimo

Estas frase tem 4 palavras poderosas: FUTURO, SÓ, DEUS e PERTENCE.
É assim que ao longo de séculos se tem caraterizado a mentalidade do nosso povo. O FUTURO o seu futuro não é definido por si, vive iSOlado do resto do mundo, tem um devoção quase total e cega a DEUS, e não tem a noção que o país lhe PERTENCE.

O futuro de Portugal está na inversão desta frase: DEUS, O FUTURO SÓ A NÓS PERTENCE!

Conhecimento é poder. O conhecimento só tem valor se for partilhado. Imaginem Portugal com niveis de qualificação técnica em áreas de ciências exactas na ordem dos 50%, 60%.

E imaginem todo o conhecimento do mundo partilhado por mais de 6.000 milhões de seres humanos. Provavelmente em semanas, dias ou mesmo horas teríamos descobertas cientificas estrondosas. Poderiamos facilmente atingir níveis de evolução tão rápidos, que nem os mais recentes livros de ficção cientifica, poderiam antever o dia de amanhã.

"Dreamer, you know you are a dreamer...
...You can see anything you want boy"
Supertram, Dreamer





sexta-feira, fevereiro 04, 2005

Debates e boatos

Depois do debate de hoje entre o José Socrates e o Santana Lopes, podemos constatar novamente que mais importante que a discussão e analise para o avanço de soluções concretas para os (inúmeros) problemas do país, o mais importante é o escárnio, o 'mal dizer', os boatos e gostos pessoais de frequência nocturna: Kapital ou Trumps...?

Será que vale a pena emigrar ? Será que num desses países a que correctemente apelidamos de 'mais desenvolvido' conseguiremos atingir a tranquilidade da nossa própria falta de responsabilização sobre os tortuosos caminhos desta pequena nação ?

Ainda vivemos sobre as "sais" de D. Maria... Que vai á missa ao Domingo, que tem um galinheiro em casa, que veste de preto, que vive remediavelmente pobre num majestoso palácio devoluto, considerando-se feliz, devota e sem pecados.

Não é o modo de vida que critico, é a cegueira da ignorância. Não sabemos para onde vamos, não sabemos para onde queremos ir, sabemos apenas que queremos ficar, e cada vez pior...

Que fazer...

Todos os dias penso numa frase que vi estampada numa t-shirt de alguém: "Os fracos têm problemas, os fortes soluções". Como é obvio não poderemos generalizar o uso da frase, não seria minimamente justo para quem sem culpa pessoal, sofre com situações que não consegue controlar, no entanto fico surpreendido com a constante e crescente queixa de todos os que me rodeiam. Será que não percebem que a solução está em nós ?


Vou correr.

sábado, outubro 16, 2004

SITUS INVERSUS

Situs Inversus


Hoje descobri um novo significado: Situs Inversus.

O nome é magnifico. Daqueles nomes que nos dá vontade de escrever um livro, só para podermos colocar um titulo tão extraordinário e apelativo.

Para além do nome, o impacto vai para além da beleza da fonética do latim que as duas palavras dispõem, mas o seu significado é sem dúvida algo de extraordinário e um mistério da natureza. Situs Inversus é uma doença genética que consiste exactamente na disposição inversa dos órgãos humanos.

Esta minha prosa surgiu pelo facto de investigadores do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC) descobrirem um gene essencial para a disposição correcta dos órgãos no corpo e terem sido referidos na revista americana "Genes and Development". Neste contexto, dois comentários: apesar do atraso de investigação cientifica neste país ainda temos algumas mentes brilhantes que ainda não emigraram (Gulbekian, Gulbenkian...); damos tanta importância a artigos de edições internacionais quando falam em portugueses, o que revela a nossa fraca auto-estima (ou realismo ?).

No seguimento do meu fascinio pela Situs Inversus deixo-vos um texto de um indivíduo...Situs Inversus:

Situs Inversus

Vejo minha vida. Nasci ao contrário. Não quero apenas dizer que nasci de bunda invés de cabeça. Isso também aconteceu, mas não foi somente em relação que nasci ao contrário. Sofro de situs inversus, todos meus órgãos situam-se conforme um espelho de um organismo normal. Sofri um pouco até descobrir isso. Meu coração, estando do lado direito do peito, causou susto quando fui a um médico pelo que me lembro pela primeira vez. Eu tinha treze anos, nunca tinha ido a um médio, era um menor abandonado, ainda sou abandonado, apenas cresci. Ele fez alguns exames de rotina, língua, garganta, aaaaaaaaa. Tremi quando ele encostou pela primeira vez aquele estetoscópio gelado nas minhas costas. Tremi quando o encostou no meu peito, continuava gelado. Tremi quando vi a cara de pavor do médico. Ele guardou o estetoscópio e me olhou com uma cara estranha. Sentia um sentimento escorrer por seus olhos, algo que não entendia. Ele tinha dó, achou que eu estava fadado a morrer jovem de uma doença desconhecida. Nada mudou, continuei na rua. Entrei para o crime, como todos os garotos da minha idade. Mas a imagem daquele médico sempre me acompanhou. Decidi que iria viver cada dia como se fosse o último, já que qualquer dia poderia ser o último. Virei o melhor marginal do morro do osso. Como a morte não vinha e eu já estava chegando aos trinta anos, resolvi parar. Assumi uma boca de fumo e fiquei vivendo tranquilamente. Tinha até vontade de sair do crime. Com o dinheiro que tinha podia abrir um bom negócio honesto. Sempre quis ter uma padaria. Um dia, muito mudou. Sentia fortes dores do lado direito da barriga. Fui parar na emergência de um hospital público. Apendicite, estourou, vamos operar logo, disse alguém. Abriram, mas não acharam nenhum apêndice e as dores eram provenientes de cólicas intestinais. Não sei quem foi, talvez um médico mais aplicado descobriu que eu fazia parte de um selecto grupo de pessoas, 0,01% da humanidade mais precisamente, que tinha essa particularidade chamada situs inversus. Tudo fez sentido. A incompetência do médico que me examinara aos treze anos, talvez tivesse sido um presente, que me fez prosperar na vida. A vida continuou e eu não abri meu negócio. Continuei vivendo da boca de fumo, até que alguém viu que o lucro estava grande e resolveu que queria aquilo para si. Bang, bang, bang três tiros no meu peito, lado esquerdo, onde seria o coração. No meu caso sofri apenas perfurações no pulmão esquerdo, o que dificultou por algum tempo minha respiração e ocasionou algumas pneumonias, mas tudo recuperável. Minha fama aumentou. Diziam que eu tinha o corpo fechado, pacto com o demo, talvez o próprio coisa-ruim. Aproveitei e aumentei meu domínio. O morro do osso ficou pequeno, assumi todo o império das drogas da capital. Virei figurão. Contato com políticos, conta na Suíça, viagens para o exterior. Tudo isso passando em frente aos meu olhos neste momento enquanto estou em uma praia da riviera francesa deitado na areia, sufocando com água e um salva-vidas fazendo massagem cardíaca do lado errado.

A.M.

sábado, outubro 09, 2004

Marcelo e o metro de Lisboa

Estação de Metro Saldanha


Como todos, vi e ouvi, o que se pensa ser, mas que eventualmente pode não ser, mas que é porque até o Presidente quis saber, se o que pensava que era, o era ou não, efectivamente. Pelos vistos é mesmo, mas até nem é assim muito importante, pois os homens até são muito amigos e da mesma família, isto é cunhados. Quanto ao resto, tive de ir de metro porque o trânsito em Lisboa está caótico, nem consegui sair com o carro da minha rua. O metro é bom e recomenda-se, reparem: antes de entrar para a gare ainda tive tempo para beber um café; reparei que os horários cumprem-se; mal entrei na carruagem arranjei logo um lugar sentado; fui lendo um livro, o meu segundo de D.Brown "Angels & Devils"; não há sinal de rede no telemóvel; vi gente bonita :-) ; demorei 13 minutos até à estação de destino, e achei a viagem demasiado curta (por causa do livro); ainda andei 5 minutos a pé até ao emprego (exercício) vendo a luz do dia; e cheguei 10 minutos antes do horário de entrada. Não stressei antes das 10h00m, fantástico! Já comprei um bilhete de 10 viagens!

Mercado 31 de Janeiro

Mercado 31 de Janeiro


Fui pela manhã de Sábado com a S. ao mercado 31 de Janeiro. Fica perto do Saldanha, mesmo encostado ao Residence. Tudo parece fresco e verde. Reparei nos imensos talhos que existem no interior deste mercado. Gostei particularmente da 'exposição' de perdizes e patos. Reparei também que ainda existem varinas, daquelas que o PP das Feiras costuma beijar no Bulhão. Vou tentar regressar. Já me recordo do mercado. Prefiro o mercado ao hipermercado...definitely!